Todos nós conseguimos apontar o momento exato.
Aquele instante em que deixámos de gostar de carros… e passámos a Amar automóveis.
Às vezes foi um poster na parede do quarto.
Outras vezes foi um som ouvido na rua.
Um videojogo. Uma revista. Um carro que passou e ficou gravado para sempre.
O primeiro impacto nunca se esquece
Antes de sabermos o que era binário, cilindrada ou tração, já sabíamos o que nos fazia sentir alguma coisa.
Para uns foi um Ferrari vermelho em papel brilhante.
Para outros, um Porsche 911 visto de trás, com aquela silhueta inconfundível.
Para muitos, foi um carro aparentemente banal… mas ligado a uma memória forte: o carro do pai, do tio, do vizinho.
A paixão nasce quase sempre antes da razão.
Posters, jogos e sonhos
Houve uma geração que cresceu a folhear revistas até as páginas ficarem gastas.
Outra que decorou curvas virtuais no Gran Turismo.
Outra que aprendeu marcas e modelos muito antes de aprender capitais do mundo.
Esses carros não eram apenas máquinas.
Eram portas para um futuro imaginado.
O carro que nunca tivemos.
O carro que um dia haveríamos de conduzir.
O carro que nos dizia: “continua”.
O carro como promessa
Muitos desses carros nunca chegaram a ser comprados.
Mas isso nunca foi o mais importante.
O importante foi aquilo que representaram:
- ambição,
- liberdade,
- identidade,
- a ideia de que havia algo maior à nossa espera.
Foram esses carros que nos empurraram para a frente.
Crescemos, mas eles ficaram
Hoje somos adultos. Temos responsabilidades.
Falamos de eficiência, impostos, emissões.
Mas basta ouvir aquele motor…
Ver aquele modelo…
Sentir aquele cheiro…
E o tempo recua.
Voltamos a ser o miúdo que acreditava que um carro podia mudar tudo.
Conclusão
Os carros que nos fizeram apaixonar por automóveis não são necessariamente os melhores, os mais rápidos ou os mais caros.
São os que nos tocaram primeiro.
E essa primeira paixão, tal como todas as grandes paixões da vida,
nunca se esquece.
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